Você está em busca de um Uber no respectivo aplicativo de carona e vê um ícone de carro passeando próximo a sua localização mas mesmo que seja bem próximo, não significa que esse será o carro escolhido para você.

O Uber usa alguns critérios de compatibilidade para conectar usuários com motoristas. Isso significa que o Uber não encontra simplesmente o motorista mais próximo do usuário. Em vez disso, o aplicativo leva em consideração uma corrida mais otimizada para todos ao redor.

Ok, mas o que isso significa? Se você já escolheu a opção de corrida compartilhada que o Uber chama de Juntos, você já está acostumado com o tempo de um a dois minutos de espera no qual o algoritmo de correspondência do Uber está otimizando a corrida para o todo, não apenas para uma solicitação individual. É assim que eles determinam a melhor corrida para todo o grupo de pessoas – juntos ou não – que solicitam viagens ao mesmo tempo, ou o “lote” de usuários que solicitam corridas.

Motoristas de Uber fazem 17 milhões de viagens por dia no mundo todo. Isso é um número enorme de pessoas para as quais é necessário providenciar transporte. Então, mesmo que haja um carro a tecnicamente 2 minutos de distância, pode ser que você pegue um carro que está a 4 minutos de distância. Mas uma outra pessoa acaba pegando um carro que está a 5 minutos de distância, ao invés de um que está a 9, por causa do seu sacrifício de dois minutos. Você não vê, mas todos os lados se compensam, e se você usa bastante o Uber, seu tempo de espera médio acaba sendo menor.

Voltando à tela de pedidos do aplicativo, aqueles carros que aparecem andando próximos a você são um panorama simplificado da disponibilidade de motoristas, uma vez que seria caótico mostrar em tempo real todos os motoristas no aplicativo. Mesmo que não seja uma representação exata da realidade, a tela mostra o “batch match” em ação – não é só porque o motorista está literalmente do seu lado que você será colocado em uma corrida com ele.

Quando o Uber iniciou sua atividade com o serviço black e depois com as corridas Uber X, as combinações eram baseadas na menor distância entre usuários e motoristas. Era o chamado método “como voa o corvo”. Depois, o método foi alterado para o “tempo estimado de chegada” (TEC), com um foco maior no tempo do que no espaço. Basicamente, o Uber tentaria te colocar no primeiro carro disponível que demoraria menos tempo para chegar até você.

Depois, em Novembro, o Uber começou a falar mais no método de lotes, especialmente com opções de reduzir a tarifa que aparece no aplicativo, como esperar um pouco mais pela corrida ou caminhar um pouco mais até o local de embarque.

O tempo global médio de espera por uma corrida no Uber é de cinco minutos, e a companhia pretende muito manter essa estatística – tanto pelos usuários impacientes quanto para os motoristas, que não começam a receber enquanto a corrida não se inicia.

Na concorrente menor do Uber, a Lyft, a situação é semelhante. O sistema leva em conta um certo número de variáveis, como o seu local, a direção para a qual o motorista está indo, o trânsito, se é uma corrida compartilhada, dentre outras, para conectar usuários e motoristas com o menor TEC. O objetivo central é diminuir os tempos de espera. Mais uma vez, seus hipotéticos 2 minutos de espera podem se tornar 4 para diminuir o tempo de espera de outro usuário nesse sistema holístico.

Também como o Uber, os veículos no mapa do aplicativo são reais, mas apenas uma simplificação do número real de motoristas na rua trabalhando pelo serviço. Então não se frustre se um carro que parece estar BEM do seu lado não se conecte com você.

A Lyft não vai te colocar de novo em uma corrida com um motorista que você já deu menos que três estrelas numa ocasião anterior. Então se de alguma forma este motorista seja o que está mais próximo de você, o algoritmo vai encontrar algum outro para te buscar. E nem o Uber nem a Lyft leva a nota do passageiro em conta na hora de marcar a viagem. Então, mesmo que você sinta que sua baixa nota de 4.72 estrelas esteja te dando um tempo de espera de oito minutos, não é você. É o sistema.

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