Levantamento inédito realizado pela Liga Insights mostra os avanços e desafios das edtechs, empresas que tentam suprir as deficiências do sistema educacional no país

Estudantes ; FIES ; educação ; ENEM ; (Foto: Arquivo/Agência Brasil)
As edtechs têm como objetivo democratizar o acesso ao conhecimento (Foto: Arquivo/Agência Brasil)

O Brasil conta hoje com 297 edtechs – startups que aliam educação e tecnologia com o objetivo de suprir as deficiências do sistema educacional, democratizar o acesso ao conhecimento e tornar mais eficientes os processos da área. A região Sudeste concentra o maio número de empresas, com 74% (49% em São Paulo, 16% no Rio de Janeiro e 9% em Minas Gerais); na sequência, vem a região Sul (6% em Santa Catarina e 5% no Paraná). Esses são alguns dos dados presentes no levantamento inédito realizado pela Liga Insights em parceria com a aceleradora de startups Liga Ventures. 

O mapeamento partiu de um banco de dados com mais de 13 mil startups. Foram entrevistados profissionais da área e pesquisadores de empresas como IBM, ESPM, Saint Paul e Cel.Lep. De acordo com o estudo, os segmentos mais promissores para editechs são com soluções para acompanhamento e monitoramento de aprendizagem, e também as plataformas para educação à distância. 

Outra segmento em alta é a educação inclusiva, que usa a tecnologia para democratizar o acesso à educação, desenvolvendo ações para integrar alunos com algum tipo de deficiência ou transtorno.

“O estudo mostra o potencial e o impacto dessas startups para a educação brasileira”, diz Raphael Augusto, diretor de Inteligência da Liga Insights. “Elas podem solucionar questões relacionadas ao uso da tecnologia na sala de aula, à democratização do ensino, à capacitação dos professores e à gestão da educação dentro e fora da sala de aula.”

Mas, para que isso aconteça, a atuação pública será decisiva, diz o especialista. “É preciso fomentar novas políticas de desenvolvimento e desburocratizar processos”, diz Raphael. “Hoje, para implementar uma plataforma EAD em uma escola pública, por exemplo, é preciso enfrentar diversos processos burocráticos que acabam ‘matando’ o projeto.” 

Mesmo assim, o futuro das editechs é promissor, diz o diretor de Inteligência da Liga Insights. “Essas empresas são capazes de superar os desafios atuais com tecnologias de ponta capazes de gerar valor para a sociedade e colher resultados em curto prazo.”

No cenário mundial, as startups de educação alcançaram um recorde histórico de US$ 9,52 bilhões de investimentos em 2017. De acordo com uma projeção da EdtechXGlobal, as tecnologias direcionadas para a educação devem atrair US$ 252 bilhões em investimentos até 2020.

FONTE: ÉPOCA NEGÓCIOS

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