A economia colaborativa no mundo dos aplicativos

A economia colaborativa no mundo dos aplicativos

A economia colaborativa é hoje uma realidade que vivenciamos e que vem transformando cada vez mais a interação humana e a forma com que trocamos experiências, serviços e produtos.

Essa disrupção que vem acontecendo já a algum tempo traz como características a simplicidade, economia e tem dado acesso a várias pessoas para realizarem tarefas que antes tinham grandes dificuldades com mobilidade, por exemplo.

O mercado de aplicativos neste caso, é um aliado para que essa conectividade aconteça de forma cada vez mais tranqüila, ampliando os horizontes dessa tendência mundial.

A economia colaborativa ou compartilhada, ambos os termos possuem o mesmo significado, traz um alerta para o consumo excessivo e para com o meio ambiente, onde a posse dá espaço a experiência.

Essa nova forma de pensar tem revolucionado o mercado do empreendedorismo e um dado muito importante é que as mais eficazes iniciativas de economia colaborativa utilizam de recursos digitais como aplicativos e redes sociais, pois, instituem contatos em grande escala.

Existem duas ferramentas na economia colaborativa que chamam bastante atenção na forma de unir clientes, fornecedores e concorrentes: o crowdsourcing e o crowdfunding.

Crowdsourcing

Derivado das palavras crowd (multidão) e outsourcing (terceirização), o crowndsourcing utiliza-se da inteligência coletiva para solucionar problemas.

A maior enciclopédia de todos os tempos, conhecida com Wikipédia, é resultado de uma ação de crowdsoursing. Ela é uma fundação aberta para que qualquer pessoa possa criar conteúdo, solucionando o problema de muita gente.

A convocação a uma quantidade indefinida de pessoas, gerando contribuição de ideias para resolução de um problema ou realização de uma tarefa de forma colaborativa e voluntária pode trazer resultados para ambos os lados de forma sensacional.

Suponhamos que uma loja de artesanatos lança uma campanha nas redes sociais para receber os trabalhos de seus clientes usando produtos de uma marca específica de tinta. As peças artesanais são analisadas, as que se encaixam melhor no perfil da loja são selecionadas e vão para uma votação na própria rede social do estabelecimento. Dessa forma, a mais votada tem seus produtos expostos na loja para venda durante um período.

É uma forma de gerar engajamento, dar visibilidade a marca, aumentar a venda de determinados produtos e criar vínculo com os clientes.

Os apps de crowndsourcing tem movimentado bastante o mundo dos empreendedores e dos programadores de softwares junto da economia colaborativa. Pinion, Logovia, Cidadera e até mesmo o Google Crowdsource, que permite os usuários a contribuírem com a qualidade do serviço, são apenas alguns exemplos dos vários aplicativos que tem obtido ótimos resultados.

Crowdfunding

Também conhecido como financiamento coletivo, o crowdfunding é a porta para empreendedores que possuem boas ideias mas não possuem capital para investimento.

Através de doações em dinheiro, empresas e pessoas que se sentirem interessadas e motivadas no projeto em questão ajudam a realizar o mesmo, recebendo alguma recompensa como material exclusivo ou mesmo o valor da doação, caso possua um retorno financeiro.

De forma rápida, eficiente e funcionando como uma avaliação inicial do negócio, o dinheiro das colaborações só é entregue ao criador do projeto quando a meta estipulada é alcançada dentro de um determinado período de tempo.

Quando alguém se interessa pelo projeto, ele já pode ser considerado um potencial cliente, portanto, os feedbacks e avaliações que fazem do seu negócio são outro ponto importante e uma característica comum da plataforma.

Grandes negócios podem ser desenvolvidos ou até mesmo uma empresa que possui uma boa ideia pode ser aberta totalmente do zero com o apoio dos colaboradores.

Principais plataformas de crowdfunding

O Catarse, uma das principais plataformas já ajudou promover milhares de projetos, envolvendo mais de 300 mil pessoas. Muitas pessoas se inscrevem na plataforma seja para escrever um livro, gravar um cd, filmar um documentário ou até mesmo para ajudar no tratamento médico de alguém.

Alguns outros exemplos de plataformas com o mesmo intuito que estão ajudando muita ideia a sair do papel são:

  • Benfeitoria

O site reúne iniciativas por categorias, dentre elas inclusão social, saúde e bem estar, arte e cultura. Ele tem como forma de receita doações, parcerias e serviços extras especiais.

  • Queremos

O serviço que ajuda na realização de shows e eventos musicais, chama a atenção dos fãs de muitas bandas que querem ver o show acontecer na sua cidade.

  • Kickante

Uma das grandes iniciativas que essa plataforma abriga é o Médico Sem Fronteiras e o Greenpeace. Atuam com os seguintes modos de campanhas: tudo ou nada e flexível, onde é cobrado 15% sobre a arrecadação em campanhas flexíveis que não tenham alcançado a meta ou 12% nos projetos bem-sucedidos.

  • Vakinha

Com mais de 400 mil vaquinhas abertas e mais de 20 milhões de reais arrecadados, o Vakinha atua exclusivamente em plataformas online através da gestão dos valores arrecadados, disponibiliza ferramentas para divulgação da “vaquinha” e possui uma taxa de 6,4% para cartão, boleto ou transferência entre saldo Vakinha e mais R$0,50 por transação. Caso não tenha doações, as taxas não são cobradas.

Esse tipo de economia colaborativa, em formato P2P, apesar de não ser tão recente assim ainda vai muito longe em suas extensões. Cada vez mais ouvimos falar que tal fábrica de software construiu um aplicativo ou uma plataforma do tipo, e é isso mesmo que o mundo anseia: sair do convencional, descentralizar.

Plataformas P2P

Peer-to-peer, que na verdade significa ponto-a-ponto, é um formato de redes digitais onde a descentralização das funções convencionais são suas principais características. O usuário acaba assim realizando a função de cliente e também de servidor ao mesmo tempo.

Vale lembrar que foi graças ao P2P que nasceram os clássicos programas de compartilhamento em massa de músicas e filmes, como por exemplo o LimeWire.

A lista de aplicativos e plataformas que fazem parte da economia colaborativa hoje em dia são extensas e está longe de ser listada em detalhes, mas vou deixar abaixo alguns exemplos clássicos de áreas bem distintas, mas com o mesmo intuito, a colaboração.

Mercados P2P da Economia Colaborativa:

Tenho certeza que você já ouviu falar de vários destes:

  • Uber

São raras as pessoas, nos dias atuais, que nunca ouviram falar da Uber. Um aplicativo que conecta motoristas e passageiros, com um serviço similar ao dos táxis.

Porém com mais flexibilidade e algumas modalidades como o clássico UberX, que tem como característica alta disponibilidade de carros e tarifa econômica, UberPET que é um serviço projetado para animais de estimação, o UberEATS, que funciona como um serviço de entrega de comida, dentre outras modalidades.

  • Bitcoins

As bitcoins são moedas digitais descentralizadas, totalmente digitais e que não dependem de um banco central. A validação das transações e os registros em rede são feitos por qualquer usuário, onde quem resolve um cálculo matemático complexo vai acumulando moedas e gerando recompensas de novos bitcoins. O processo que é chamado de mineração é de total transparência e as transações são públicas e ratreáveis.

  • Airbnb

Pensando no sonho de consumo de muita gente, que é viajar e conhecer novos lugares, o Airbnb foi criado para estabelecer a comunicação de turistas e os donos de imóveis. Atendendo a todo tipo de público, desde aqueles cujo a grana está curta e só precisam de um quarto pra dormir, até os grandes grupos que querem o conforto de alugar uma casa e ter a turma reunida.

  • Beved

O Beved é um mercado livre de cursos online e presenciais que trazem conhecimentos práticos, envolvendo profissionais de diversas áreas. Funcionando como uma escola, o Beved trabalha para que empresas, instituições, grupos e organizações possam ter uma página com aulas próprias, um link exclusivo e uma url personalizada para o conteúdo.

O valor investido dos alunos consiste apenas no custo da inscrição em cada curso, definido pelo próprio professor. As aulas não são pagas e os cursos podem ser aplicados em todo o país.

  • Techshop

Atuando no campo de produção, as Techshop são espaços equipados com impressoras 3D, cortadoras a laser, laboratórios eletrônicos e outras milhares de ferramentas para elaboração e produção de um projeto prático. Os makerspaces são deparados por modalidades de materiais em uso, dos mais delicados aos mais vigorosos. Esses espaços podem possuir desde cozinhas todas equipadas para projetos de gastronomia até áreas de marcenaria.

Se você já teve alguma experiência com algum desses ou sentiu falta de um que não citamos, comente aqui.

Esse é um espaço de troca de conhecimento, e nós, da Codificar, além de trabalharmos com desenvolvimento de aplicativos e a produção de software sob demanda, também gostamos de conhecer mais sobre nossos clientes. Se você tem alguma ideia inovadora para o mundo digital, não deixe de entrar em contato!

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