Como a indústria de apostas está apostando em aplicativos e redes de segurança para proteger clientes

Ainda que no Brasil a prática do jogo de bingo online não seja necessariamente algo comum, ou ao menos um hábito para a maioria da população, as autoridades já começam a entender que as apostas online são uma realidade.

Até por isso, há no Congresso Nacional uma proposta para regulamentar a modalidade, com o Projeto de Lei 442/1991.


Parte dessa necessidade aconteceu em meio à pandemia, quando muitas pessoas, isoladas socialmente, buscaram na internet formas de distração, sobretudo por estarem mais tempo em frente ao computador e aos smartphones.

Isso foi algo constatado pelo relatório Global Online Gambling Market da The Business Research Company, divulgado no fim de 2020.

Isso torna a proteção dos jogos de azar – e de seus jogadores – contra ameaças à segurança de jogos de azar online mais importante do que nunca, especialmente no que diz respeito à sua utilização em telefones celulares, quase sempre mais vulneráveis.

Em junho de 2020, o Security Boulevard publicou uma discussão sobre segurança cibernética para o setor de cassinos online e jogos de azar.

Houve ali uma abordagem abrangente sobre uma série de perigos que os desenvolvedores desse tipo de site precisam estar atentos. Isso inclui ataques de hackers, mas não só.

Esse debate tem sido cada vez mais importante, já que o mercado tem crescido significativamente nos últimos anos.

A Grand View Research estima o tamanho da indústria global de jogos de azar online em US$ 53,7 bilhões em 2019, e uma taxa de crescimento anual composta de 11,5% é projetada de 2020 a 2027, para um mercado global de US$ 127,3 bilhões em 2022.

A Europa dominou o mercado de 2019 com US$ 22 bilhões em receitas, mas os EUA parecem estar no topo no curto prazo, com a Grand View Research projetando seu tamanho de mercado em quase US$ 103 bilhões até 2025, llocais online que atendem suas populações continuam aparecendo.

Esse aumento exponencial na receita se deve, entre outras coisas, para o modo como os sites têm aumentado seu nível de atuação. Um dos argumentos

é que a utilização das criptomoedas, para além de sua rentabilidade, também está diretamente relacionada à segurança das plataformas.

Os pagamentos com criptos, como o Bitcon, são cada vez mais utilizados, porque os jogadores não precisam inserir seus dados pessoais durante os depósitos, e os sistemas blockchain são quase à prova de hackers. Há alguns anos, era preciso escrever senhas de cartão e dados que, roubados por um hacker, poderiam ser utilizados livremente na rede.

Além disso, as taxas de transação de criptomoeda são muito menores (às vezes zero) do que para um método de pagamento tradicional, como cartões de crédito ou débito, acesso a contas bancárias e assim por diante. Depósitos e saques também são mais rápidos, mantendo o anonimato do jogador, algo que muitos valorizam no ambiente das apostas online.

Os analistas identificam uma mudança significativa entre usuários que utilizam os computadores de mesa para os celulares. À medida que o tamanho e a resolução dos smartphones aumentaram na última década, há uma alteração no mercado, que tende a se aproximar dos celulares também para apostar.

Os aplicativos de jogos de azar online para dispositivos móveis estão em busca de melhorias, com mais variedade de opções de depósito, pontos de fidelidade e
jogos interativos, além da segurança mais eficaz para conter ataques. Atualmente, um terço da população global tem acesso imediato a um smartphone.

Por isso, cassinos e organizações dedicadas às apostas online estão investindo cada vez mais em aplicativos. Na Europa, por exemplo, os jogos de desktop respondem por 49% da participação de mercado, mas o celular continua crescendo e agora representa pelo menos 35% no setor.

De acordo com o Security Boulevard, o hacking continua sendo a principal ameaça para cassinos online. Ataques direcionados podem inundar servidores com tráfego de robôs ou podem envolver ataques sofisticados de phishing ou spear phishing para roubar informações confidenciais do cliente.

Por isso, é preciso investir e utilizar, por exemplo, a autenticação de dois fatores para qualquer coisa que envolva configuração ou gerenciamento de credenciais ou informações de pagamento.

Além disso, o texto indica que testes recorrentes dentro da empresa devem acontecer para testar seu aplicativo, tentando burlar o sistema de diferentes formas para encontrar falhas no sistema.

Crédito da imagem: Milos Tomasevic/Unsplash